segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

JÁ NÃO SE FAZEM MAIS PASTORES COMO ANTIGAMENTE



"Pastorear é ter sede pela convivência; é cultivar relacionamentos; é interessar-se por saber como está cada ovelha".

Depois de 30 anos de ministério trabalhando em igrejas locais e numa grande denominação brasileira, mais 32 anos no exercício do magistério teológico, tenho refletido sobre o que dizem membros e líderes de muitas igrejas a respeito da atuação pastoral. E fico cada vez mais perplexo com o que presencio. Hoje, muitas ovelhas procuram ficar distantes de seu pastor por acreditarem que, ao se aproximarem do ministro, vão ouvir algum sermão ou receber uma tarefa. Aí, concluem que pastor só serve para dar bronca ou se aproveitar de mão de obra útil e barata disponível nas igrejas – e ainda pagam a conta no fim do mês, dando o seu dízimo.

Outras ovelhas demonstram estar cansadas de ver o narcisismo de seu pastor que, sempre cheio de si, faz elogiosas menções ao seu próprio nome sem qualquer vermelhidão na face. Mas há ainda casos em que o pastor, em vez de pastorear, cuidar do rebanho, acaba como que um verdadeiro gerente da congregação. Ele agenda eventos, determina prioridades e supervisiona todas as atividades do rebanho, como um verdadeiro executivo dos púlpitos. O controle é tão grande, e muitas vezes exercido com mão de ferro, que o que chamam “obra de Deus” passa a ser mais importante que o próprio Deus. Para estes, o cristianismo deixou de ser vida, para ser apenas trabalho maçante.

É possível também observar que muitos acabam agindo como despachantes do Senhor. Há pastores e líderes que acreditam piamente que apenas a sua oração é que tem acesso livre e desimpedido a Deus. Assim, tendem a transformar suas ovelhas em servos do ministério, em vez de levá-las a depender de Deus. E o que dizer dos pastores “showmen”, que tranformam o culto em espetáculo? Para estes, minúcias como a data de aniversário ou o problema familiar de um determinado fiel passam em brancas nuvens. Só se lembram da ovelha quando a vêem no culto.

Todavia, ser pastor é muito, muito mais do que isso. Pastorear é ter sede pela convivência; é cultivar relacionamentos; é interessar-se por saber como está cada ovelha – quais são seus dilemas, suas ansiedades, suas angústias e até mesmo suas falhas, para poder ajudá-la no aperfeiçoamento de vida. Ser pastor é acordar de madrugada para orar pelos membros da congregação, por suas famílias. Ser pastor é depender de Deus para conseguir levar a sobrecarga do ministério, é partilhar suas atividades com um grupo de discipuladores.

É, já não se fazem pastores como antigamente...

Autor: Lourenço Stelio Rega, é teologo, educador e escritor.

Fonte: http://www.crentesdebereia.com/2008/06/j-no-se-fazem-pastores-como-antigamente.html
Blog Widget by LinkWithin

0 comentários:

 

PR. ANDERSON SERAPHIM - JESUS CRISTO NÃO É UMA OPÇÃO DE VIDA, É A ÚNICA FORMA DE VIDA Copyright © 2009 WoodMag is Designed by Ipietoon for Free Blogger Template