terça-feira, 23 de março de 2010

ATOS PROFÉTICOS - POR PR. UBIRAJARA CRESPO, DIRETOR DA EDITORA NAÓS


- Quem é o profeta hoje?
Profeta é aquele que fala a respeito dos desígnios de Deus, sejam eles bons ou não aos olhos de quem ouve. Os profetas do antigo testamento, não eram engajados ao sistema religioso da época, por isto não sofriam pressão corporativa. Os profetas engajados falam o que o sistema espera que eles falem, assim como ocorria com os profetas de Jezabel, que comia à sua mesa.  Um bom profeta não costuma agradar a ninguém.

- O "ato profético" pode ser considerado uma ação que tem como finalidade trazer a liberação do poder de Deus por meio da fé sobre determinada circunstância, como, por exemplo: fincar estacas na cidade, simbolizando o domínio de Deus sobre o território; ungir bandeiras e mapas; tocar o shofar; celebrar festas; lançar ou espalhar sal em pontos estratégicos. Em sua opinião, o que representam estes atos?
Resposta: Creio que a Igreja está apontando suas armas na direção errada. Ao invés de procurar demônios debaixo das bananeiras, precisamos conquistar o coração das pessoas, pois é de lá que procedem os maus desígnios, como disse o próprio Jesus.
Não existe nenhuma ordem explícita nas Escrituras para realizarmos tais atos e nem sequer há um precedente bíblico, pois nenhum de seus personagens foi visto fazendo tais coisas. Se alguém me mostrar um versículo que afirme que o toque do shofar traga alguma influência espiritual, eu me rendo.
O valor destas manifestações são apenas simbólicos e enquanto forem tratadas desta forma, não tenho nada contra, pois pode ser criada uma oportunidade de ensino e meditação. Sem santidade e compromisso com a palavra de Deus não há conquista. Eu jamais dedicarei meu tempo para conquistar postes, bandeiras, mapas e coqueiros. Quero conquistar corações.

- Além das atitudes, a palavra proferida também é vista como um "ato profético", que influencia o mundo espiritual. Qual a sua opinião a esse respeito?
Quando os participantes destes atos proféticos usam seus lábios para proferir bênçãos hoje e amanhã maldições, não têm valor algum.
Hoje eu participo de um ato profético, amanhã sou insensível com minha esposa, depois de amanhã grito com meu empregado. Quando nossos lábios são purificados pelo fogo do altar de Deus, a bênção ocorre até mesmo sem que participemos de nenhum ato oficial.
Quando Paulo manda o povo levantar mãos santas, a ênfase está na santidade das mãos e não no levantá-las. Como posso levantar para Deus a mesma mão que pegou o que não deveria ter pego?

- Têm sido também resgatados símbolos presentes no Antigo Testamento, como o candelabro, chifres, shofar, e vestimentas, como: o quipá, representando a proteção de Deus sobre o homem, roupas sacerdotais. Em sua opinião, o que esses instrumentos e vestes representam para a igreja?

Para a Igreja são de valor simbólico apenas. Objetos não emanam poder. O poder é emanado através da habitação do Espírito Santo na Terra, que somos nós, desde que sejamos uma habitação digna.

- A ceia do Senhor pode ser considerada um "ato profético", no sentido de ter antecedido um acontecimento já profetizado? Por quê?
 A ceia do Senhor olha para o passado e para o futuro. Ao olharmos para o passado vemos, incentivados pelos elementos, o salvador que deu sua carne e sangue por amor de nós. Incentivados pela recomendação de que devemos fazer isto até que ele venha, olhamos para o futuro, o vemos como o Rei que virá implantar seu reino eterno.
- Qual o propósito bíblico da unção com óleo?
Somente mostrar que um cristão consagrado passou por ali. O óleo em si não tem valor algum, o poder é emanado por quem o passou.

Pr. Ubirajara Crespo


FONTE:  http://www.artigonal.com/religiao-artigos/atos-profeticos-entrevista-com-ubirajara-crespo-1300369.html

  


  FONTE:  http://www.editoranaos.com.br/batalha_espiritual.htm
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ENTREVISTA COM O EX-SATANISTA DANIEL MASTRAL

 
"Não é mais necessário 'infiltrar' um satanista na Igreja, pois o mal já se alojou. É como a picada de uma serpente. O veneno já foi inoculado", a afirmação é Daniel Mastral. Hoje missionário, Mastral foi aliciado pelo satanismo aos 17 anos de idade, e dos 18 aos 25 dedicou sua vida, ao lado do grupo que se auto-denomina "irmandade", a preparar o cenário global para a vinda do anticristo.
 

Mastral explica que, sendo uma organização mundial, o satanismo tem braços em vários segmentos sociais e procura combater um grande elemento de resistência: a Igreja. Foi dessa forma que o missionário acabou conhecendo a Cristo. Aos 25 anos, Mastral namorava uma moça evangélica, que desconhecia seu envolvimento com práticas satanistas. Acompanhando a namorada nos cultos, ele conta que divertia-se ao ver demônios ao lado do ministro de louvor no altar. No entanto, quando um pastor subia ao púlpito, os espíritos afastavam-se. O mesmo pastor, que resistiu a muitos feitiços preparados por Mastral, teve um encontro com o então satanista. O que se seguiu foram três horas e meia de libertação espiritual e o início de uma nova vida para Mastral.

Para narrar essas experiências, Daniel Mastral escreveu "Filho do fogo", que é também a terminologia usada pelos membros do satanismo aqueles que relacionam-se com a alta magia. O missionário é também autor de "Guerreiros da luz", que tem por objetivo "treinar" espiritualmente quem se coloca à disposição da obra de Deus.

"A igreja está doente, ferida, contaminada. Mergulhamos em um evangelho místico, cheio de dogmas, rituais, receitas, que levam nada a lugar algum", expressa Mastral, que aborda em suas ministrações pelo Brasil a importância de se conhecer o "antídoto": "amor, unidade, oração e vida com Deus".
Em entrevista ao Guia-me, o ex-satanista conta um pouco de seu testemunho, fala sobre batalha espiritual, posição da Igreja diante dos acontecimentos, satanismo e a vinda do anticristo.
Guia-me: Sua vida é um testemunho de batalha espiritual. Como foi que o satanismo aproximou-se de você? Como é abordagem e o que o atraiu?

Daniel Mastral: O adversário é astuto. Enganou até mesmo os anjos. A abordagem é sedutora, envolvente. É pautada no poder. Ele conhece nossas fraquezas e aproveita destas lacunas para entrar com o engano. Cria um cenário de ilusão, abarcando nossos sentidos, nos dando a impressão de que somos especiais, e poderosos. Este pilar que me atraiu, como a mariposa é atraída para a luz que irá matá-la.

Guia-me: Como foi que você aproximou-se do Evangelho de Cristo?
Daniel Mastral: Tinha tudo, e não tinha nada... Não tinha paz, alegria. Era como um balão à deriva, andando ao sabor do vento. Sem rumo. No fundo eu procurava algo que me trouxesse a verdadeira alegria. Descobri, assim como muitos, que dinheiro, poder, fama, beleza, são temporais, efêmeros. Não resultam em felicidade. Conheci um homem cheio do Espírito Santo que me mostrou o caminho, apresentou-me a verdade e a vida em Cristo. Descrevo isso em detalhes em nosso livro "Filho do Fogo", lançado pela Editora Naós.


Guia-me: Depois de sua conversão, sua vida sofreu ameaças?
Daniel Mastral: É uma conseqüência natural. Quando você prega uma mensagem de vida, a morte te perseguirá. Tentará matar sua alegria, sua fé, sua motivação. Todos os profetas sofreram perseguições. Jesus sofreu perseguições. Não somos maior do que o Mestre. Porém, quem está em Cristo, não esmorece. Pode ficar abatido, mas jamais derrotado. A cada manhã, Deus renova minhas forças.
 
Guia-me: No livro Filho do Fogo, você relata como o satanismo tem preparado o mundo para a chegada do anticristo. Como você vê o posicionamento da Igreja diante dos acontecimentos? Ela está preparada para isso?
Daniel Mastral: A igreja está doente, ferida, contaminada. Mergulhamos um evangelho místico, cheio de dogmas, rituais, receitas, que levam nada a lugar algum. Nos afastamos dos preceitos de Cristo: amor, unidade, oração, jejum. Jesus não ensinou aos seus discípulos demonologia, mapeamento espiritual. Não fez atos proféticos para restaurar Jerusalém, não fechou templos pagãos. Ele ensinava vida com o Pai. Oração, jejum, intercessão, unidade, amor. Antes que qualquer coisa é necessário restaurar a Noiva.
 
Guia-me: Alguns cristãos crêem que quando se aceita Jesus, estamos libertos de maldições e investidas de Satanás. É necessário quebrar maldições? O que a Bíblia nos fala sobre isso?
Daniel Mastral: Não fala. Em Ezequiel cap. 18 vemos claramente que não há maldição hereditária. Cristo levou maldição na Cruz. Nos esquecemos que nosso Deus é um Deus de bênção. Ele visita até 1000 vezes aqueles que fazem a sua vontade. Mas bênção e maldição depende de onde está seu coração. Descrevemos um estudo profundo disso em nosso Seminário de Cura e Libertação e no livro Alerta Geral.
 
Guia-me: Você é conhecedor de rituais e atuações satânicas, como por exemplo a utilização de pontos corporais, denominados "chakras", para entrada de espíritos malignos. Utilizar essas práticas no meio cristão para combatê-las não pode ser confundido com misticismo?
Daniel Mastral: Devemos olhar para Cristo. Há um ditado que diz que você é aquilo que come. Se você se alimenta da Palavra, terá uma vida espiritual sadia e o Espirito Santo te dará discernimento para todas as coisas. O que não agradar ao Pai, você saberá, pois entristecerá o Espírito que habita em sua vida.
 
Guia-me: Se a vinda do anticristo é certa, por que o satanismo procura barrar a ação da Igreja de Cristo? Como ele faz isso?
Daniel Mastral: Quanto mais destruição houver, melhor será para satanás. Porém, hoje, as estratégias utilizadas há tempos atrás não se aplicam mais. Não é mais necessário "infiltrar" um satanista na Igreja, pois o mal já se alojou. É como a picada de uma serpente. O veneno já foi inoculado. O corpo está contaminado. Não precisa de novas picadas. Hoje há mais problemas nas igrejas com falsos irmãos do que com satanistas. Quero lembrar que quem perseguia a Jesus, a Paulo, não eram os adoradores do diabo, mas os líderes religiosos. Pessoas contaminadas com o orgulho, a inveja, a ira. Isso é matéria-prima farta para o diabo agir. É tempo de aplicar o antídoto na Igreja: amor, unidade, oração, vida com Deus.
 
Guia-me: Em entrevista, você fala que a "irmandade" possui um cronograma para a chegada do anticristo. Ele fala de datas? Ou de sinais, assim como a Bíblia?
Daniel Mastral: Sim. Os sinais estão a nossa volta. No entanto quero destacar que a Igreja não deve se preocupar com a vinda do anticristo, mas sim com a volta de Jesus, o Cristo. Se Ele voltasse hoje, estaríamos prontos? Se hoje fosse seu último dia de vida...O que fez de sua vida? De seu tempo? Deu o melhor para Deus ou deu o que sobra? Deu o resto?
 
Guia-me: Por que os satanistas escolhem esse caminho se, sendo conhecedores da Bíblia, sabem que ao final está destinada a eles a morte eterna?
Daniel Mastral: Porque eles estão mergulhados no engano. Suas mentes estão cauterizadas e acreditam em valores distorcidos. Para eles, satanás será vencedor. São como os extremistas islâmicos, que dão a vida pela causa. Acreditam nela.
 
Guia-me: Quais são teus objetivos como cristão em plena batalha espiritual? O que você deseja realizar para a obra de Cristo?
Daniel Mastral: Resgatar valores de Cristo. Ensinamentos de Cristo. Restaurar a Noiva e prepará-la para Jesus. Promover a unidade, o amor. Estimular as vidas a terem vida com Deus de fato e não de fachada. O que Jesus fez em plena Batalha Espiritual que viveu na terra? Orava, ía ao deserto, orava, jejuava. Subia ao monte, orava.
Não batia o pé no chão, não gritava, não fazia atos proféticos. Apenas buscava a face de Deus. Moisés fez isso, Josué fez isso, Pedro fez isso. Nós devemos fazer isso!
 
Guia-me: Quais os atributos de um guerreiro da luz?
Daniel Mastral: Integridade, amor, perseverança, acima de tudo vida de oração. Isso molda nosso caráter e passamos a refletir a luz de Cristo. Nossas vidas falarão mais do que nossas palavras. O Guerreiro da Luz tem que fazer a diferença. Não pode ser um observador da história, tem que fazer parte dela.


FONTE:  http://www.artigonal.com/literatura-artigos/entrevista-daniel-mastral-satanistas-nao-se-infiltram-mais-nas-igrejas-1156304.html
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sexta-feira, 19 de março de 2010

O QUE DIZ A BÍBLIA A RESPEITO DA BATALHA ESPIRITUAL?


Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito da batalha espiritual?"

Resposta:
Há dois erros primários quando o assunto é a batalha espiritual: excesso e escassez de ênfase. Há aqueles que, para cada pecado, cada conflito e cada problema põem a culpa nos demônios que devem ser então expulsos. Outros ignoram completamente a esfera espiritual, e o fato de que a Bíblia nos instrui que nossa batalha é contra forças espirituais. O segredo do sucesso na batalha espiritual é encontrar o equilíbrio bíblico. Jesus, algumas vezes, expulsou demônios das pessoas, e algumas vezes, curou pessoas sem mencionar o “demoníaco”. O Apóstolo Paulo instrui os cristãos a começar a luta contra o pecado dentro de si mesmos (Romanos 6), e contra o diabo. (Efésios 6:10-18).

Efésios 6:10-12 declara: “No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Este texto nos ensina algumas verdades cruciais: (1) Podemos ser fortes apenas no poder do Senhor, (2) É a armadura de Deus que nos protege, (3) Nossa batalha é contra forças espirituais do mal presentes no mundo.

(1) Um forte exemplo é o arcanjo Miguel em Judas 1:9. Miguel, provavelmente o mais poderoso de todos os anjos de Deus, não repreendeu Satanás em seu próprio poder, mas disse: “O Senhor te repreenda.” Apocalipse 12:7-8 registra que no fim dos tempos, Miguel vencerá Satanás, Ainda assim, quando se trata de seu conflito com Satanás, Miguel o repreendeu no nome e autoridade de Deus, e não de si mesmo. É somente através de nosso relacionamento com Jesus Cristo que nós, como cristãos, temos qualquer autoridade sobre Satanás e seus demônios. É somente em Seu nome que nossa repreensão tem algum poder.

(2) Efésios 6:13-18 nos dá uma descrição da armadura espiritual que Deus nos dá. Devemos resistir firmes com (a) o cinturão da verdade, (b) a couraça da justiça, (c) o evangelho da paz, (d) o escudo da fé, (e) o capacete da salvação, (f) a espada do Espírito e (g) oração no Espírito. O que estas peças da armadura espiritual representam para nós em nossa batalha espiritual? Devemos falar a verdade contra as mentiras de Satanás. Devemos descansar no fato de que somos declarados justos por causa do sacrifício de Cristo por nós. Devemos proclamar o Evangelho, não importa quanta resistência recebamos. Não devemos vacilar em nossa fé, não importa o quão fortemente sejamos atacados. Nossa última defesa é a certeza que temos de nossa salvação, e o fato de que as forças espirituais não podem arrancá-la. Nossa arma de ataque deve ser a Palavra de Deus, não nossas próprias opiniões e sentimentos. Devemos seguir o exemplo de Jesus em reconhecer que algumas vitórias espirituais são possíveis somente através da oração.

Jesus é nosso principal exemplo para a batalha espiritual. Observe como Jesus lidou com os ataques diretos de Satanás: “Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam” (Mateus 4:1-11). A melhor maneira de combater Satanás é como Jesus nos mostrou, ou seja, citar as Escrituras, pois o diabo não pode contra a espada de Espírito, a Palavra do Deus Vivo.

O maior exemplo em como não se engajar na batalha espiritual foi o dos sete filhos de Ceva: “E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois? E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa” (Atos 19:13-16). Qual foi o problema? Os sete filhos de Ceva estavam usando o nome de Jesus. Isto não é o suficiente. Os sete filhos de Ceva não tinham um relacionamento com Jesus, e por isso, suas palavras foram vazias de qualquer poder ou autoridade. Os sete filhos de Ceva confiaram em uma metodologia. Eles não confiaram em Jesus, e não estavam empregando a Palavra de Deus em sua batalha espiritual. Como resultado, receberam uma humilhante surra. Podemos aprender com este mau exemplo, e conduzir a batalha espiritual da forma como a Bíblia descreve.

Resumindo, quais os segredos para o sucesso na batalha espiritual? Primeiro, confiemos no poder de Deus, não em nosso próprio. Segundo, repreendamos no Nome de Jesus, não em nosso próprio nome. Terceiro, devemos nos proteger com a completa armadura de Deus. Quarto, nos engajemos na guerra com a espada do Espírito: a Palavra de Deus. Por último, devemos nos lembrar que mesmo estando na batalha espiritual contra Satanás e seus demônios, nem todo o pecado ou problema é um demônio que deva ser repreendido. “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Romanos 8:37).



FONTE:  http://www.gotquestions.org/Portugues
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terça-feira, 16 de março de 2010

MEIAS VERDADES



Iremos analisar as meias verdades (mais precisamente – mentiras) que alguns pregadores em nossos dias difundem entre as igrejas evangélicas:

1. Por que Deus se agrada que os cristãos desfrutem Suas bênçãos, a doença revela que você está fora de Sua vontade.

2. O pecado é a raiz de toda doença; portanto você deve resistir à doença da mesma forma que resiste ao pecado.

3. Visto que Cristo morreu pelas suas enfermidades e pelos seus pecados, você deve viver livre de ambos.

4. Se você tiver fé suficiente, será curado.

5. O que você confessa, você tem. Então fale de enfermidade e você estará doente; fale de cura e você estará curado.

6. Todas as adversidades vêm de Satanás; então, tanto as adversidades quanto Satanás devem ser repreendidos.

7. Se você descobrir o segredo acerca do poder de Deus para curar, ficará curado.

8. Visto que Cristo e os apóstolos curaram os enfermos em seus dias, todos devem ser curados hoje.

9. Visto que a enfermidade é de procedência satânica, nada de bom pode advir da enfermidade.

10. Se a vontade de Deus é sempre boa, jamais ore: “Seja feita a tua vontade” quando se tratar de pedir cura.

11. O pecado é a causa da doença. Portanto, se você está doente, tem algum pecado escondido em sua vida.

12. Deus já curou você, mas o diabo não está deixando os sintomas da cura aparecerem.

Essas afirmações são distorções perigosas que tem enganado muitos crentes imaturos na fé. Nem toda enfermidade é proveniente de Satanás ou de algum pecado inconfesso. Nem sempre é propósito de Deus curar, mas sempre é propósito de Deus transformar Seus filhos à imagem de Cristo (Rm 8.29). Igreja não é sala vip, ou um parque de diversões nem uma colônia de férias.  Neste mundo, enfrentamos fraqueza, doença, dor, lágrimas e morte. Aqui não é o céu.
Para ilustrar esta verdade bíblica, o apostolo Paulo era homem de vida cristã superlativa e enfrentou enfermidades, açoites, prisões, pobreza. Tombou na terra como mártir, mas levantou-se no céu como príncipe. O próprio Paulo disse que a nossa leve e momentânea tribulação produzirá para nós eterno peso de glória acima de toda comparação (2 Cor. 4.17).  Há pregadores que promovem campanhas de cura, agendam os milagres em nome de Deus e fazem com isso propaganda enganosa, afirmando que as pessoas foram curadas, enquanto na maioria dos casos essas curas jamais aconteceram.
Esquecem-se que é Deus quem determina as coisas e é Ele que é Soberano, e qualquer oração não será respondida pelo Senhor somente porque estes pregadores ensinam palavras mágicas ao povo, como: profetize, determine, reivindique seus direitos, etc. Deus é quem decide quem será curado ou não e não vai adiantar eu querer fazer a minha vontade, pois é Ele quem decide quem é curado ou não ( I Jo .5.14 leia).
Todo cuidado é pouco com os aventureiros que aparecem em sua igreja afirmando que um crente não pode ficar doente, pois parece algo espiritual, mas é uma mensagem falsa, é morte na panela – confirmar na Bíblia (2 Cor 12.7-10; I Tm 5.23; 2 Tm. 4.20; Fil. 1.21).
Se você crê na Bíblia verdadeiramente, leia estes textos, volte aos primórdios da fé e não se deixe apostatar (2 Tss 2.3). Estou convencido de que todo cuidado é pouco, afinal devemos entender que não são somente os pastores que gostam das ovelhas, os lobos gostam muito mais.


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A FRAGILIDADE DO APOSTOLADO MODERNO


É curioso observar como algumas igrejas evangélicas tem facilidade em aceitar novidades. E é triste verificar a falta de empenho dos cristãos em observar as Escrituras e analisá-las com sensatez e cuidado. Triste também é saber que poucas são as igrejas que motivam seus membros ao estudo sistemático da Bíblia, ao aprofundamento teológico, a formação de grupos de estudo e discussão sobre as doutrinas cristãs e que verifiquem na Bíblia se as coisas realmente são como é pregado. Aliás, não é pecado analisar se os ensinos e a pregação estão em conformidade com as Sagradas Escrituras (Atos 17.10-11).
Dentro desta miscelânea de revelações e novidades que temos observado, é importante expressar-se sobre o caráter das revelações: 1) as revelações nunca deverão ser colocadas acima da Bíblia. A Bíblia é a palavra final e autoridade máxima, já que se trata da inerrante Palavra de Deus; 2) Se a revelação está em desconformidade com a Bíblia, descarte imediatamente tal revelação. Deus não é Deus de confusão (1 Coríntios 14.33) As experiências pessoais não podem ser colocadas acima das Escrituras Sagradas, pois estas já contêm a revelação do propósito de Deus ao homem.
Nestes tempos de tantas novidades, algo chama atenção de maneira muito preocupante na história recente da igreja: trata-se do Apostolado Contemporâneo, ou Restauração Apostólica. Muitos têm se levantado como apóstolos nestes dias. Apóstolos ungindo apóstolos e criando uma hierarquia apostólica. Alguns pastores que, talvez por se sentirem menores que seus colegas de ministério que foram ungidos como apóstolos, ungem-se a si mesmos e se auto-proclamam apóstolos. Não há fundamento para o chamado ministério apostólico contemporâneo pelo simples fato do mesmo não possuir respaldo bíblico.
O termo
Segundo o Dicionário Bíblico Universal, o termo apóstolo “significa mais do que um ‘mensageiro’: a sua significação literal é a de ‘enviado’, dando a idéia de ser representada a pessoa que manda. O apóstolo é um enviado, um delegado, um embaixador” (Buckland & Willians, p. 35) . A Bíblia de Estudo de Genebra também aplica esta descrição, dizendo que apóstolo “significa ‘emissário’, ‘representante’, alguém enviado com a autoridade daquele que o enviou” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272).

A frágil sustentação
Aqueles que defendem esta frágil posição, têm se sustentado principalmente na má interpretação do texto de Efésios 4.11 para o uso do ministério apostólico para nossos dias. O texto de Efésios 4.11 diz: “E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”.

A refutação
As regras mais simples de hermenêutica nos ensinam que os textos sagrados nunca devem ser tirados de seu contexto. E no contexto da epístola de Paulo aos Efésios, temos no capitulo 2 o texto que prova que este ministério não mais existe. Antes de citar o texto, é importante refletir: quando um prédio é construído, o que é feito primeiro? As paredes ou a fundação da obra? É obvio que todo alicerce, toda fundação é feita em primeiro lugar. Não é possível construir as paredes e no meio das paredes fazer a fundação. Efésios 2.19-20 diz: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”.
Cristo é a pedra angular e os fundamentos foram postos pelos apóstolos e profetas. Os evangelistas, pastores e mestres são os responsáveis pela construção das paredes desta obra. Como bem explica Norman Geisler “De acordo com Efésios 2.20, os membros que formam a igreja estão ‘edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas’. Uma vez que o alicerce está pronto, ele não é jamais construído novamente. Constrói-se sobre ele. As Escrituras descrevem o trabalho dos apóstolos e dos profetas, quanto à sua natureza, como um trabalho de base” (Geisler, p. 375).
A Bíblia registra o uso do termo apóstolo a outros personagens. Russel N. Champlin explica que “há também um sentido não técnico, secundário, da palavra ´apóstolo´. Trata-se de uma significação mais lata, em que o termo foi aplicado à muitas outras pessoas, nas páginas do NT. Esse sentido secundário dá a entender essencialmente ´missionários´, enviados dotados de poder e autoridade especiais” (Champlin, p. 288, v. 3). Nesse sentido o Ap. Paulo chamou a alguns irmãos por apóstolos seguindo este termo não técnico:

Personagem Texto
Tiago, irmão do Senhor Gálatas 1.19
Epafrodito Filipenses 2.25
Apolo 1 Coríntios 4.9
Andrônico e Junias Romanos 16.7

No contexto de Efésios 4.1, Paulo não estava se referindo a estes homens, mas sim aos 12, Matias (que substituiu Judas Iscariotes), e a si mesmo. Estes compunham, juntamente com os profetas, o fundamento da igreja (Efésios 2.19-20).
Existiam duas exigências fundamentais para que um apóstolo fosse reconhecido para tal função:
1) Ser testemunha ocular da ressurreição de Jesus Cristo (Atos 1:21-22; Atos 1.2-3 cf. 4.33; 1 Coríntios 9.1; 15.7-8);
2) Ser comissionado por Cristo a pregar o Evangelho e estabelecer a igreja (Mateus 10.1-2; Atos 1.26).
Assim como Matias, que passou a integrar o corpo apostólico por ser uma testemunha, Paulo, que se considerava o menor, por ser o último dos apóstolos, contemplou a Cristo no caminho de Damasco (Atos 9.1-9; 26.15-18), onde ocorreu o início de sua conversão. Ou seja, ambos preenchem os pré-requisitos para tal função. No entanto, os que se intitulam apóstolos em nossos dias não se encaixam nos padrões bíblicos que validam o apostolado.
É interessante que, enquanto o Ap. Paulo refere-se a si mesmo como “o menor dos apóstolos” (1 Coríntios 15.9), os atuais apóstolos tem por característica a fama e a ostentação do título. Tudo é apostólico! A unção é apostólica! Os eventos são apostólicos! As músicas são apostólicas! Nem de longe se assemelham com a humildade dos apóstolos bíblicos. Eventos, cultos e seminários se tornam mais interessantes quando a presença do Apóstolo Fulano é confirmada. É um chamariz: “venha e receba a unção apostólica diretamente do Apóstolo Beltrano”. Tais apóstolos têm se colocado como super-crentes, uma nova e especial classe da igreja, a elite cristã dos tempos modernos. Hoje existe de tudo um pouco neste balcão mercantil da fé: Apóstolo do Brasil, Apóstolo da Santidade, Apóstolo do Avivamento e até mesmo o mais popular apóstolo brasileiro, chamado por muitos por “Paipóstolo”.

Existem hoje ministérios com características apostólicas, no sentido das missões (envio) e no estabelecimento de igrejas. No entanto, isso não faz de ninguém um apóstolo nos padrões bíblicos. A forma como Wayne Grudem explica esse fato é muito esclarecedora: “Embora alguns hoje usem a palavra apóstolo para referir-se a fundadores de igrejas e evangelistas, isso não parece apropriado e proveitoso, porque simplesmente confunde que lê o Novo Testamento e vê a grande autoridade ali atribuída ao ofício de ‘apóstolo’. É digno de nota que nenhum dos grandes nomes na história da igreja – Atanásio, Agostinho, Lutero, Calvino, Wesley e Whitefield – assumiu o título de ‘apóstolo’ ou permitiu que o chamassem apóstolo. Se alguns, nos tempos modernos, querem atribuir a si o título ‘apóstolo’, logo levantam a suspeita de que são motivados por um orgulho impróprio e por desejos de auto-exaltação, além de excessiva ambição e desejo de ter na igreja mais autoridade do que qualquer outra pessoa deve corretamente ter”. (Grudem, p. 764).
É equivocado aplicar o termo “apóstolo” para ministros contemporâneos. A Bíblia de Estudo de Genebra concluí que “Não há apóstolos hoje, ainda que alguns cristãos realizem ministérios que, de modo particular, são apostólicos em estilo. Nenhuma nova revelação canônica está sendo dada; a autoridade do ensino apostólico reside nas escrituras canônicas” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272).
Tamanho o fascínio que os crentes possuem por essa Restauração Apostólica, gera preocupação nas lideranças mais sóbrias. Vale citar as sábias palavras de Augusto Nicodemus Lopes: “Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos auto-nomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira.” (Lopes, cf. blog do autor).

Conclusão
Os ofícios que o Novo Testamento expõem para a igreja, para aqueles que compõem sua liderança, são: Apóstolos, Pastores (ou Presbíteros, ou Bispos – já que todos os termos representam a mesma função/ofício – Tito 1.5-7; Atos 20.17,28) e Diáconos. Esta Restauração Apostólica não encontra subsídio bíblico ou histórico, portanto, levando em conta este contexto, e considerando principalmente que Paulo foi o último apóstolo, conclui-se que não existem apóstolos em nossos dias. Cabe a igreja de nossos dias, exercer suas funções sem invencionices e modismos, seguindo o puro e verdadeiro Evangelho.


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JESUS LICENCIADO E MARKETEADO PELO SEU PRÓPRIO POVO. VERGONHA!

 Nani Rezende

Fique linda para Jesus

Os cosméticos Lookin' Good for Jesus (algo como "ficando bonita para Jesus") são feitos por uma empresa americana e eram comercializados em Cingapura até o posicionamento dos católicos locais, que acharam os produtos ofensivos.


Neste kit, observamos as frases "Consiga a atenção dele" e "Redima sua reputação". Entre os produtos comercializados estavam um creme corporal e um batom.
No verso da embalagem do kit , temos pérolas como "Aplique o virtuoso batom" e "Pensamentos puros até o seu próximo encontro quente"!


Era para ficar ofendido mesmo!!!

Kit Festa Jesus

Com o apelo "Mantenha Jesus no Natal - Tenha uma festa de aniversário para Jesus", a Christian Tools of Affirmation disponibilza um kit festa Happy Birthday Jesus:




Criticamos o comércio no Natal e inventamos ainda mais produtos com a desculpa de colocar Jesus em nossa confraternização...

Jesus band-aid

Esse eu vi no Pensar e Orar, da Meire, e foi o produto inspirador desta pesquisa




O apelo do produto, no site Hollywood Heroes: "Trate seus menores cortes e arranhões com o incrível poder curativo de uma bandagem".

Tic Tac da Última Ceia





Este também está à venda no Hollywood Heroes. Simplesmente sem comentários...

Bola de Cristal de Jesus





Segundo o fabricante: "Jesus oferece 20 diferentes respostas para ajudar você a escolher o caminho certo. [...] Seu personal Jesus irá responder com sabedoria como "Tenha fé", "Sim, minha criança" ou "Pecador"".

Personal Jesus é algo digno das Organizações Tabajara...

Boneco de Jesus




Segundo o Mail Online, os bonecos falantes como o de Jesus (tem também Sansão, Daniel e Noé, entre outros) são vendidos pelo Wal Mart nos EUA. No Brasil, estes bonecos já foram importados por um empresário. Segundo O Dia Online (a foto abaixo também é do jornal):

O empresário Mauro Gama, 33 anos, importou 10 mil bonecos e espera trazer mais para o Natal. Vende por enquanto pela Internet e negocia com distribuidor em São Paulo para disponibilizar nas lojas.[...]
Cada exemplar da série custa R$ 79,90. Os heróis têm até 33 centímetros, apresentam 16 articulações e até recitam versículos. Jesus cita a história da multiplicação dos peixes. [...]
O empresário espera alguma resistência de grupos evangélicos que podem enxergar idolatria no manuseio dos bonecos. “Vemos igrejas que fazem imagem de arco, de pomba e de cruz. Isso não é apresentado como adoração. Adoração não está no que a gente está vendo, mas no que a gente sente no coração”, pondera.
Na minha opinião, o problema não é idolatria, mas uma imagem errada que pode ser passada às crianças. Jesus se torna uma marionete, que faz o que a criança quer. Por exemplo, na linha de produtos há um vilão (Golias) e não me surpreenderia que uma criança botasse Jesus para dar uns sopapos no gigante - uma postura impensável para alguém que conhece a Bíblia, mas que em uma brincadeira de criança se torna algo normal... Afinal, se não é para idolatrar o boneco, pode-se fazer de tudo com ele.
Uma outra questão: será que, em sua vida adulta, a pessoa não terá dificuldades em enxergar Jesus como alguém muito superior a um boneco? Algúem que ela não articula e não faz falar quando quer?

Quem ganha com isso???

Deus é que não é. Ainda segundo o Dia Online, em 2006 o mercado de produtos cristãos movimentou US$ 4,6 bilhões apenas nos EUA.

No mercado brasileiro, destaco os dados divulgados na página da ExpoCristã:

No ano passado, a quinta edição da feira contou com mais de 300 expositores, um público de 100 mil pessoas e movimentou cerca de R$ 50 milhões. Neste ano a estimativa é que a sexta edição reúna 350 empresas e que seu público visitante alcance a marca de 200 mil pessoas. [...]
Em recente pesquisa do Centro de Políticas Sociais, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os cristãos brasileiros somam cerca de 30 milhões, com projeção de crescimento de 7,5 % ao ano.
Hoje calcula-se que haja cerca de 200 mil templos espalhados pelo pais, além dos mais de três mil pontos de vendas de produtos cristãos e dez mil pontos de vendas seculares que incluem em seu mix de produtos, os cristãos. [...]
O presidente da EBF Eventos, Eduardo Berzin Filho, acredita que os números desta sexta edição da feira vão surpreender o mercado. “As maiores empresas do setor estarão reunidas num evento em que fornecedores estarão em contato com parceiros, pontos de vendas e o público em geral. Será uma grande oportunidade de negócios” diz ele.


No fim, perdemos todos nós... Perdemos o respeito, a deferência, o zelo e o amor pela imagem da Trindade ao transformamos tudo em comércio, tudo em brincadeira!


***
Fonte: Nani & a teologia




FONTE:  http://www.genizahvirtual.com/2009/09/jesus-licenciado-e-marketeado-pelo-seu.html
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ORAR NO MONTE É MELHOR E MAIS EFICAZ? HÁ COISAS QUE SÓ ACONTECEM NO MONTE?

 
Eu já orei no monte. "Orar" não é bem o que fazíamos. Saíamos tarde da noite e, ao chegarmos no "monte" (nem era uma montanha, mas sim um local no meio do mato mesmo), depois de minutos de uma oraçãozinha, pandeiros fervilhando, embalados a "corinhos de fogo", tome reteté...

No monte acontecia (e ainda acontece) de tudo. Lembro-me de um irmão (no monte, a gente chamava de "vaso") que começou a correr velozmente de um lado para o outro (e no escuro!) De repente, deu de cara numa árvore! Após um instante de apreensão geral, alguém foi até ele (tentando disfarçar o constrangimento, afinal, o "Espírito" errou a direção) e perguntou: "e aí, vaso, o que você viu?" E ele respondeu: "Estrela!" Essa eu vi.

No imaginário pentecostal o monte ocupa lugar especial. Ele está para o pentecostal como as imagens para o católico (salvas as devidas proporções). Assim como os católicos em relação às imagens, os pentecostais dizem que o monte não tem todo esse valor em si, mas sim, aproximam do ideal sagrado que representa. Para os pentecostais (e eu sou um, pasmem!) o monte é uma "redondeza divina", uma "área onde a espiritualidade é mais densa". No templo tem muita gente, muita luz e muito barulho, no monte a coisa é mais rústica, secreta. É o local onde os "santos" se reúnem. Na minha época, costumava-se avisar aos "alpinistas de primeira viagem": "cuidado, consagre-se antes de subir!"

A desculpa "bíblica" é que Jesus orava no monte. Não preciso nem entrar no mérito teológico (quem sabe, psicológico, talvez). O mérito geográfico já basta: no contexto bíblico o que mais existia era montanha. A paisagem dominante era feita assim. O problema maior não é o monte que se sobe, mas o jeito que se desce. A galerinha do monte, geralmente, dá um trabalho imenso em suas igrejas locais. Eles descem cheios de vícios: legalismo neurotizante, seletividade arbitrária (só nosso grupo é santo), insubmissão a qualquer tipo de autoridade (é a veia "che guevariana" das montanhas).

No monte, o maior perigo é a anarquia. Lá não há regras: revelação tem liberdade total. As línguas esquisitas (essas são estranhas mesmo) são cada uma mais extravagante que a outra. É a guerra dos vasos! Sem falar nos mais "safadinhos" que aproveitam (como cantava a Rita Lee) "o escurinho do cinema" pra pecar, kkk.

Conheço alguns irmãos, honestos, que vão ao "monte" para orar, meditar na Palavra, sem nenhuma parafernália ou neura. Mas são muito raros. O que sobra na celestialidade alpinista é o exagero, a hipérbole, a fuga do asfalto, a busca, às vezes certa, da forma errada.

Para o cristão verdadeiramente ciente de sua comunhão com Deus, qualquer lugar é um monte. No jardim, no deserto, na rua ou na cama, ele sabe que não são geografias que determinam sua espiritualidade, mas sim o conteúdo verdadeiro que ela possui.

Eu já não vou ao monte. Meu caminho hoje é de descida. Quanto mais desço, mais percebo que subo. Benditos paradoxos de Deus.

*** 


Palavra do Pr. Anderson

Realmente irmãos, ir no monte é uma bênção, mas isso não significa que ele é o local mais sagrado de oração, onde acontecem coisas que não acontecem na igreja ou em outro lugar. Deus é adorado em espírito e em verdade, quando O adoramos assim, grandes coisas acontecem em nossas vidas, não importa o local onde estejamos. Temos de considerar mesmo que onde Jesus habitava havia montes por todos os lados. Ele sempre ia lá porque era um local muito tranquilo e onde ele poderia se afastar da multidão, porém Ele jamais "santificou" o monte, pelo contrário, Ele até mesmo chegou a dizer que se nós queremos ser recompensados em oração, devemos entrar em nosso quarto e orar, o local secreto de recompensa do Pai.
O importante é orar e adorar o nosso Jesus, seja no quarto, na igreja, no monte, no carro, na rua, no trabalho, na escola, etc. Abraços a todos.
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PASTOR SE CONVERTE AO ISLAMISMO


A notícia da surpreendente conversão do líder paraibano da AD foi dada em programa de TV local e rapidamente estourou na WEB cristã.

Leonardo Gonçalves


O pastor João de Deus Cabral, líder da Assembléia de Deus (Madureira) no estado da Paraíba, surpreendeu a todos com a revelação de que teria se convertido ao Islã, juntando-se aos mais de 27 mil muçulmanos no país. A notícia que chocou muitos cristãos – principalmente os pentecostais – foi publicada no portal OGalileo e divulgada em diversos blogs e sites. A revelação foi feita durante o programa Sales Dantas, na TV Litoral. No programa, João se apresentou como ex-presidente da Assembléia de Deus do Ministério Madureira, e testemunhou acerca da sua experiência de conversão à religião de Alá.

Após as primeiras informações, o Genizah decidiu investigar o caso e descobriu que a filha do ex-pastor é casada com muçulmano e vive em Dubai, para onde João viajava com certa freqüência, muitas vezes sem o conhecimento dos irmãos. Com o tempo, o discurso de João Cabral foi ficando cada vez mais estranho, culminando no pedido de desligamento da Assembléia de Deus e negociação da venda da igreja que liderava. O comprador da igreja teria sido o pastor Napoleão Falcão, afastado da Assembléia de Deus no Brasil há alguns anos por conta de escândalos de natureza moral.

Com a apuração dos fatos, algumas das afirmações do ex-pastor se tornaram insustentáveis, como por exemplo, o fato de ele ter presidido as Assembléias de Deus no estado da Paraíba (Convenção). Não mentiu, no entanto, quando disse que era ministro reconhecido pela denominação, havendo ocupado cargos importantes, como o de secretário da Convenção do estado da Paraíba e pastor responsável por algumas igrejas em João Pessoa.

João de Deus Cabral apresentou razões teológicas para sua “apostasia”. Segundo ele, a doutrina da trindade e a celebração do natal no dia 25 de dezembro foram algumas das “heresias” que o fizeram mudar de trincheira. No entanto, parece-nos estranho que um pastor com o mínimo de instrução sinta-se escandalizado com o fato do natalício de Jesus ser comemorado pela igreja no dia 25 de dezembro. Atualmente, mesmo não-crentes sabem que a data foi escolhida pela igreja e que a festa veio a substituir a tradicional festa pagã do sol.

No processo, alguns chegaram a afirmar que as razoes para o desvio do pastor não foram teológicas, mas financeiras. Eduardo Leandro Alves, secretário de missões da AD Madureira na Paraíba, disse que ele não foi seduzido pela doutrina islâmica, mas pelos “petrodólares” oferecidos a ele depois que se tornasse um líder muçulmano. A análise da história nos remete às Escrituras que, em casos como este, é autoritativa e contundente:

“Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios [...] E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. 1Tm 4.1; 2Pe 2.3


FONTE:  http://www.genizahvirtual.com/2010/03/pastor-da-assembleia-de-deus-se.html
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O QUE A VIDA E A MORTE DE MICHAEL JACKSON ENSINA AOS CRISTÃOS


Qualquer um com idade entre 30 e 45 anos acompanhou o ápice da carreira do Michael Jackson. Centenas de milhares de reflexões, opiniões e comentários estão sendo feitas no mundo a respeito deste astro. Eu também queria contribuir com algumas poucas, refletindo sobre: que lições sua vida e morte pode ensinar a nós cristãos?


A fragilidade da vida
Michael Jackson era uma pessoa psicologicamente e emocionalmente frágil. Muitos dizem de sua infância sofrida por causa da pobreza (para os padrões americanos) e da rigidez e dureza do pai. Dizem que foi uma criança explorada e sem afeto paterno. Quantos passaram pela mesma situação? Quantos não se identificaram com ele, e por isso o cultuaram como um ídolo?

Deus diz através do profeta Isaias: “Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti” – Is 49.15.

A futilidade das riquezas
Ele era milionário. O maior vendedor de disco do mundo, até hoje. Mas todo este dinheiro não lhe trouxe a paz, o afeto e alegria de viver. Pessoas que viveram com ele, e foram poucas, pois ele era solitário, atestam isto. E nem precisava; era visível. Sempre pareceu uma pessoa infeliz. “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos” – Pv 17.22.


O vazio universal da humanidadeJá ouvi uma frase que diz assim: há um vazio no coração do homem que é do tamanho de Deus; e somente ele pode preenchê-lo.
Michael Jackson tinha fãs no mundo inteiro. Podemos fazer uma conta desprovida de qualquer método científico, mas que é plausível. Se ele vendeu 750 milhões de discos, podemos dizer que tinha, no mínimo, 750 milhões de fãs. Quase quatro vezes a população do Brasil!
E o que estas pessoas queriam? Que Michael Jackson preenchesse o vazio que só Deus pode preencher. Agora elas estão órfãs. Se Deus ocupasse este vazio, elas estariam tristes, mas não como algumas que vemos e veremos ainda por mais alguns dias, totalmente desesperadas. Ele próprio tinha este vazio, que tentou preencher com a fama e a fortuna, e não conseguiu.

A quem muito é dado, muito é exigido
Ouvindo um sociólogo opinando sobre a morte de Michael Jackson, ele citou Lucas 12.48. Numa reportagem de TV, a repórter dizia que poucos conseguiam chegar até Michael Jackson. Ele era cercado de seguranças e seus agentes não permitiam que ele tivesse contato com ninguém.

Suas apresentações em clipes e nos palcos eram perfeitas. Quem não fica de boca aberta com suas coreografias? Elas eram resultados não apenas de talento, mas de duríssimas horas de ensaios. Michael Jackson era um escravo da fama e da fortuna. Ela não era dono de seu tempo nem de sua própria vida.

A brevidade da vida
Michael Jackson morreu jovem. Ia completar 51 anos em 29 de agosto. Mesmo que morresse aos 80, ainda assim seria jovem. Qualquer pessoa é jovem quando morre. Nossa vida aqui na terra é curta e passageira.

O mais impactante na morte de Michael Jackson é que ela foi repentina, e isto abalou o mundo. Temos a tendência de pensar que ícones não morrem, e quando isto afcontece, o mundo fica chocado. A nós, cristãos, cabe lembrar que todos somos mortais. Fisicamente mortais. Um dia chegará a nossa vez. “esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” disse Jesus em uma parábola. Você está preparado para a morte? Se você morresse hoje, tem certeza que irá para o céu?

Conclusão
Todos nós nos comovemos coma morte de Michael Jackson. Tenho 39 anos e vi o lançamento de Thriller e aquele clipe que hoje se repete incontáveis vezes. Isto me remete à minha doce adolescência, que me faz ser simpático com o cantor que por sua vez me comove pela sua partida.

Senti pena dele! Queria que ele tivesse outras chances de ser realmente feliz, o que é impossível agora. E isto me leva a dois pensamentos:
Primeiro, se eu, que nada tenho a ver com Michael Jackson me senti assim, imagine Jesus, que o criou? Jesus, que o conhece desde o ventre de sua mãe, e que acompanhou todo o sofrimento pelos quais ele passou e que, mais ainda, o amou a ponto de mor por ele na cruz?
Segundo, qual será o destino eterno dele? Ou melhor, qual será o meu destino eterno. Assim como ele se foi, eu também. E se for esta noite, eu estarei preparado para me encontrar com Deus?


FONTE: http://www.pastorbatista.com.br/j15/index.php?option=com_content&view=article&id=129:o-que-a-vida-e-morte-de-m-jackson-ensina-aos-cristaos&catid=3:newsflash&Itemid=54
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sexta-feira, 12 de março de 2010

PASTORES FUZILEIROS

Pastores da Igreja Mundial são presos com sete fuzis no MS

     Três pastores da Igreja Mundial foram presos ontem em Miranda, no Mato Grosso do Sul, por patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Dois deles estavam com sete fuzis desmontados sob o banco traseiro e escondidos nas laterais das portas de um Vectra. As armas - de fabricação americana, avaliadas em R$ 25 mil cada uma - iriam ser entregues a traficantes do Morro do Martins, em Niterói.

    Ao serem abordados pelos policiais, os pastores Sebastião Braz Neto, de 42 anos, e Francisco de Moura, de 31, chegaram a dizer que foram a Corumbá (MS), fronteira com a Bolívia, para fazer uma pregação aos fiéis da Igreja Mundial. Mas os policiais desconfiaram porque eles estavam nervosos e contraditórios no discurso.

Campo Grande

    Depois de uma vistoria no carro, os agentes encontraram as armas envolvidas por plásticos. Em seguida, os policiais prenderam, em Campo Grande, o pastor Felipe Jorge Fretas, de 36. Juntos, eles viajariam até o Rio para fazer a entrega das armas. Os três foram autuados por tráfico internacional de armas.


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

EM PROGRAMA EVANGÉLICO, FAMOSO DIZ QUE GAYS SÃO INFELIZES

     O programa “Fala que Eu te Escuto”, ligado a Igreja Universal do Reino de Deus e exibido na TV Record, tratou nas últimas madrugadas sobre o tema “homossexualismo”.
     Na última quarta-feira com a presença de Leão Lobo e Amin Kader, o bispo Clodomir Santos, apresentador do programa que é exibido nos finais de noite na Rede Record, atendia telespectadores que davam a sua opinião sobre qual é a maior discriminação sofrida pelos homossexuais: na família, no ambiente de trabalho ou na sociedade.
     Entre uma opinião e outra, quando o bispo Clodomir pedia a opinião de Leão Lobo, o artista procurava sempre em defesa aos homossexuais transparecer uma certa segurança quanto a sua orientação sexual, porém o comediante Amin Kader não media palavras e soltava o verbo (muitas vezes quase partindo pra vulgaridade) e admitia que os homossexuais são todos “infelizes” e extremamente “vítimas de discriminação” aqui no Brasil. Amin também afirmou que a parada gay não serve para outra coisa a não ser diversão, que gay não deve adotar filhos e que todos são solitários.
     Num dado momento do programa, o apresentador bispo Clodomir, perguntou aos dois convidados, se “um beijo entre homossexuais numa novela” poderia ajudar ou atrapalhar a causa homossexual. Para Leão Lobo, poderia sim ajudar, porque segundo ele a a sociedade seria “moldada” e consequentemente acabaria aceitando a ideia de que os homossexuais podem viver em pé de igualdade com os heterossexuais.
     Já para Amin Kader, nem um pai de família estaria disposto a assistir um homem beijando outro homem diante de seus filhos, e o comediante voltou a frisar a “infelicidade” em que vivem os homossexuais. Amin Kader também gritou que se pudesse voltar ao mundo com uma nova vida, com toda a certeza não seria na condição de homossexual.
     No final da programação, bispo Clodomir apresentou um texto do bispo Macedo (extraído de seu blog), onde o líder da IURD comenta sobre “o erro cometido por muitos cristãos em discriminar” os homossexuais.


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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

BATISMO E PLENITUDE NO ESPÍRITO SANTO - Devemos buscar um "batismo no Espírito Santo" após a conversão? Que significa ser cheio do Espírito Santo? - PARTES 3 e 4



Irmãos, paz do Senhor a todos.

Espero que este assunto sobre o Batismo com / no Espírito Santo esteja sendo uma bênção para você.

A fonte de onde tirei o estudo foi o livro TEOLOGIA SISTEMÁTICA DE WAYNE GRUDEM, PÁGS, 635 A 658, EDIÇÕES VIDA NOVA. Foi o livro usado por Deus em minha vida para mudar minhas convicções pessoais acerca dos dons e manifestações concedidas pelo Espírito Santo. Fui ensinado que os dons de línguas, profecias, curas, milagres, fé, discernimento de espírito, bem como a autoridade do crente e a expulsão de demônios, foram dons e habilidade abolidas com a morte do último apóstolo, e que estes dons cessaram quando o cânon das Escrituras se completaram. Porém o Senhor usou este livro em minha vida para abrir minha mente, e mostrar-me que estes dons ainda estão em operação nos dias de hoje, eles NUNCA DEIXARAM DE EXISTIR, vão deixar de existir somente na Segunda Vinda de Cristo (1ª Co. 13:8-10).

Todo o pensamento deste autor é também a minha opinião e convicção pessoal.

Sobre o BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO, creio também desta forma exposta por Wayne Grudem. Creio sim, também, que o crente terá uma segunda experiência após sua conversão, uma experiência profunda com o Espírito Santo, mas o nome que, creio ser o certo, não é Batismo com o Espírito Santo, e sim PLENITUDE DO ESPÍRITO SANTO.

Ainda faltam mais 2 artigos, a continuação destes estudos que coloquei no blog, e eu os colocarei assim que voltar de férias, em 01 de fevereiro. Enquanto isso, leia, releia, estude, quebre a cuca, como aconteceu comigo, e esteja curioso para saber o desfecho destes estudos, desta história. Assim que voltar de férias postarei os 2 últimos estudos.

Deus abençoe a cada um de vocês, e até fevereiro.

Pr. Anderson Seraphim.
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BATISMO E PLENITUDE NO ESPÍRITO SANTO - Devemos buscar um "batismo no Espírito Santo" após a conversão? Que significa ser cheio do Espírito Santo? - PARTE 2



QUE SIGNIFICA "BATISMO NO ESPÍRITO SANTO" NO NOVO TESTAMENTO?
por WAYNE GRUDEM

Há apenas 7 passagens no Novo Testamento em que lemos sobre alguém batizado no Espírito Santo (as traduções citadas aqui usam a palavra COM em lugar de EM). Alistamos abaixo as 7 passagens.

Nos primeiros 4 versículos, João Batista fala de Jesus e prediz que ele batizaria pessoas NO (ou COM O) Espírito Santo:

MATEUS 3:11 - "Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aqueles que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo."

MARCOS 1:8 - "Eu vos tenho batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo."

LUCAS 3:16 - "Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo."

JOÃO 1:33 - "Aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo."

É difícil extrair alguma conclusão dessas 4 passagens com respeito ao que o batismo com o Espírito Santo realmente é. Descobrimos que Jesus é aquele que realizará esse batismo e ele batizará seus seguidores. Mas não é dada nenhuma outra especificação desse batismo.

As 2 passagens seguintes referem-se diretamente ao Pentecostes:

ATOS 1:5 (Aqui Jesus diz:) - "João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois desses dias."


ATOS 11:16 (Aqui Pedro refere-se às palavras de Jesus citadas no versículo anterior. Ele diz:) - "Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo."

Essas 2 passagens mostram-nos que seja qual for o nosso entendimento sobre o batismo no Espírito Santo, com certeza ele aconteceu no dia de Pentecostes tal como está registrado em Atos 2: o Espírito Santo caiu com grande poder sobre os discípulos e os que estavam juntos, eles falaram em outras línguas e cerca de 3.000 pessoas se converteram (At. 2:14).

É imporante observar que todos esses 6 versículos usam quase exatamente a mesma expressão em grego, tendo como únicas diferenças algumas variações na ordem das palavras ou no tempo dos verbos visando ajustar a frase, e com um exemplo trazendo a preposição subentendida ao invés de explícita.

A única referência que resta no Novo Testamento encontra-se nas epístolas de Paulo:

1ª CORÍNTIOS 12:13 - "Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito."

A questão agora é se 1ª Coríntios 12:13 se refere à mesma atividade aludida nesses 6 outros versículos. Em muitas traduções inglesas parece diferente, pois muitas delas equivalem à RSV, que diz: "Pois por um só Espírito todos nós fomos batizados em um corpo". Aqueles que sustentam o ponto de vista pentecostal do batismo no Espírito Santo depois conversão concluem rapidamente que esse versículo se refere a alguma outra coisa que não o batismo com o Espírito Santo, e com frequência enfatizam a diferença que surge das traduções inglesas. Em todos os outros 6 versículos, é Jesus quem batiza as pessoas, e o Espírito Santo é o "elemento" (paralelo à água no batismo físico) em que ou com que Jesus batiza. Mas aqui em 1ª Coríntios 12:13 (prossegue a explicação pentecostal) temos algo bem diferente - aqui a pessoa que batiza não é Jesus, mas o Espírito Santo. Portanto, dizem, 1ª Coríntios 12:13 não deve ser levado em consideração quando perguntamos o que o Novo Testamento quer dizer com "batismo no Espírito Santo".

Esse ponto é muito importante para a posição pentecostal, pois se admitirmos que 1ª Coríntios 12:13 se refere ao batismo no Espírito Santo, é muito difícil sustentar que ele é uma experiência que vem depois da conversão. Neste versículo Paulo diz que o batismo no / com / pelo Espírito Santo nos faz membros do corpo de Cristo - "em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito" (NVI). Mas se isso for realmente um "batismo no Espírito Santo", o mesmo evento a que se referem os outros 6 versículos anteriores, então Paulo está dizendo que ele aconteceu a todos os coríntios quando eles se tornaram membros do corpo de Cristo, isto é, quando eles se tornaram cristãos. Pois foi esse batismo que resultou no fato de eles se tornarem membros do corpo de Cristo, a igreja. Tal conclusão seria muito difícil para a posição pentecostal, que sustenta que o batismo no Espírito Santo é algo que ocorre depois da conversão, não ao mesmo tempo.

É possível sustentar a posição pentecostal segundo a qual os outros 6 versículos referem-se a batismo feito POR JESUS em que ele nos batiza no (ou com o) Espírito Santo, mas 1ª Coríntios 12:13 se refere a algo diferente, a um batismo PELO ESPÍRITO SANTO? Embora a distinção pareça fazer sentido para algumas traduções inglesas, ela não pode ser realmente sustentada por um exame do texto grego, pois ali a expressão é quase idêntica às expressões que temos visto nos outros 6 versículos. Paulo diz EN HENI PNEUMATI ... EBAPTISTHEMEN ("em um Espírito ... fomos batizados"). A não ser por uma pequena diferença (ele se refere a "um Espírito" em vez de dizer "o Espírito Santo"), todos os demais elementos são iguais: o verbo é BAPTIZO, e a frase preposicional contém as mesmas palavras (EN mais o substantivo no dativo PNEUMATI). Se traduzimos esse mesma expressão grega por "batizar NO Espírito Santo" (ou "batizar COM O Espírito Santo") nas outras 6 passagens do Novo Testamento em que a encontramos, então a única coisa apropriada é que traduzamos da mesma maneira na sétima passagem. E não importa como traduzamos, parece difícil negar que os primeiros leitores tenham entendido que essa frase se refere à mesma coisa que os outros 6 versículos, pois para eles as palavras eram as mesmas.

Mas por que as traduções inglesas modernas traduziram esse versículo "Por um só Espírito todos nós fomos batizados em um corpo", dando assim aparente apoio à interpretação pentecostal? Devemos observar primeiro que a NASB apresenta "EM" como tradução alternativa, e a NIV dá nas margens "COM" e "EM" como opções. A razão pela qual essas traduções têm escolhido a palavra "POR" é, aparentemente, o desejo de evitar a menção de dois locais para o batismo na mesma oração. A frase já diz que esse batismo é "EM UM CORPO" e talvez os tradutores tenham pensado que parece desajeitado dizer "EM um Espírito todos nós fomos batizados EM um corpo". Porém, isso não deve ser visto como uma grande dificuldade, pois Paulo diz, referindo-se a israelitas, "EM Moisés, todos eles foram batizados NA nuvem e NO mar" (1ª Co. 10:2 - NVI) - uma expressão paralela muito próxima em que a nuvem e o mar são os "elementos" que circundaram ou cobriram o povo de Israel e Moisés significa a nova vida de participação na aliança mosaica e na comunão do povo de Deus (guiado por Moisés) em que os israelitas se viam incluídos depois de terem passado pela nuvem e pelo mar. Não é que havia dois locais para o mesmo batismo, mas um era o elemento em que eles foram batizados, e o outro, o lugar em que se viram depois do batismo. Isso é muito semelhante a 1ª Coríntios 12:13: o Espírito Santo era o ELEMENTO em que eles foram batizados, e o corpo de Cristo, a igreja, era o LUGAR em que eles se achavam depois do batismo. Parece, portanto, apropriado concluir que 1ª Coríntios 12:13 também se refere ao batismo "NO" ou "COM O" Espírito Santo e designa a mesma coisa que os outros 6 versículos mencionados.

Mas isso traz uma implicação importante para nós: quer dizer que, pelo menos no que concerne ao apóstolo Paulo, o BATISMO NO ESPÍRITO SANTO OCORRIA NO MOMENTO DA CONVERSÃO. Ele diz que todos os coríntios foram batizados no Espírito Santo e, como resultado, tornaram-se membros do corpo de Cristo: "Pois, em um só Espírito, todos nos fomos batizados em um corpo" (1ª Co. 12:13). "BATISMO NO ESPÍRITO SANTO", portanto, deve-se referir à atividade do Espírito Santo no início da vida cristã quando ele nos dá nova vida espiritual (na regeneração), além de nos purificar e conceder um claro rompimento com o poder do pecado e o amor por ele (o estágio inicial da santificação). Nesse sentido, "batismo no Espírito Santo" refere-se a tudo aquilo que o Espírito Santo faz no início de nossa vida cristã. Mas isso significa que não pode designar uma experiência depois da conversão, como a interpretação pentecostal o considera.

Mas como, então, devemos entender as referências ao batismo no Espírito Santo em Atos 1:5 e 11:6, que se referem ao dia de Pentecostes? Não seriam elas exemplos em que os discípulos, tendo sido anteriormente regenerados pelo Espírito Santo, experimentaram agora uma nova capacitação do Espírito Santo que lhes dá poder para ministrar com eficiência?

É verdade que os discípulos eram "nascidos de novo" bem antes do Pentecostes, e na verdade bem antes de Jesus soprar sobre eles e dizer-lhes que recebessem o Espírito Santo em João 20:22. Jesus havia falado: "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer" (Jo. 6:44), e os discípulos com certeza tinham ido e seguido a Jesus (embora o entendimento deles quanto a quem Jesus era tenha aumentado gradualmente com o passar do tempo). Com certeza, quando Pedro disse a Jesus "tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt. 16:16), isso era evidência de alguma espécie de obra regeneradora do Espírito Santo em seu coração. Jesus lhe disse: "... não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus" (Mt. 16:17). E Jesus tinha dito ao Pai a respeito de seus discípulos: "... porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles a receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste ... protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura" (Jo. 17:8,12). Os discípulos às vezes padeciam de "pequena fé" (Mt. 8:26), mas pelo menos tinham fé! Certamente, foram regenerados bem antes do dia de Pentecostes.

Devemos, porém, entender que o dia de Pentecostes é muito mais que um evento específico na vida dos discipulos de Jesus e daqueles que estavam com eles. O dia de Pentecostes foi o ponto de transição entre a obra e ministério do Espírito Santo na antiga aliança e a obra e ministério do Espírito Santo na nova aliança. Obviamente, o Espírito Santo esteve agindo através de todo o Antigo Testamento, pairando por sobre as águas no primeiro dia da criação (Gn. 1:2), capacitando pessoas para o serviço a Deus, para liderança e profecia (Êx. 3:13; 35:31; Dt. 34:9; Jz. 14:6; 1ª Sm. 16:13; Sl. 51:11; etc.). Mas durante esse tempo a obra do Espírito Santo na vida de indivíduos era, em geral, realizada com menos poder.

Há vários indícios de uma obra "menos poderosa" e menos extensa do Espírito Santo na antiga aliança: o Espírito Santo veio só sobre poucas pessoas com poder expressivo para o ministério (Nm. 11:16,17, por exemplo), mas Moisés ansiava pelo dia em que o Espírito Santo seria derramado sobre todo o povo de Deus: "Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito!" (Nm. 11:29). A capacitação do Espírito Santo para ministérios especiais poderia ser perdida, como aconteceu na vida de Saul (1ª Sm. 16:14), e como Davi receou que poderia acontecer em sua própria vida (Sl. 51:11). Quanto ao poder espiritual na vida do povo de Deus, havia pouco poder sobre o domínio de Satanás, resultando em evangelização muito pouco eficaz das nações ao redor de Israel e nenhum exemplo de capacidade de expulsar demônios. A obra do Espírito Santo na antiga aliança era quase completamente limitada à nação de Israel, mas na nova aliança é criada uma nova "habitação de Deus" (Ef. 2:22), a igreja, que une gentios e judeus em um só corpo de Cristo.

Além disso, o povo de Deus do Antigo Testamento ansiava por uma era de "nova aliança" em que a obra do Espírito Santo seria muito mais poderosa e muito mais difundida (Nm. 11:29; Jr. 31:31-33; Ez. 36:26,27; Jl. 2:28,29).

Quando o Novo Testamento se abre, vemos João Batista como o último profeta do Antigo Testamento. Jesus disse: "... entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele ... todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir" (Mt. 11:11-14). João sabia que ele batizava com água, mas Jesus batizaria com o Espírito Santo (Lc. 3:16). João Batista, portanto, ainda vivia uma experiência de atuação do Espírito Santo própria da "antiga aliança".

Na vida de Jesus, vemos em ação pela primeira vez o poder do Espírito Santo da nova aliança. O Espírito Santo desceu sobre ele por ocasião do seu batismo (Lc. 3:21,22), e depois de sua tentação, Jesus, "NO PODER DO ESPÍRITO, regressou para a Galiléia" (Lc. 4:14). Começamos a ver então com que se parece esse poder do Espírito Santo na nova aliança, pois Jesus expulsa demônios com uma palavra, cura todos os que são levados a ele e ensina com autoridade que as pessoas nunca tinham visto (veja Lc. 4:16-44).

Os discípulos, entretanto, não recebem essa capacitação plena da nova aliança para o ministério antes do dia de Pentecostes, pois Jesus lhes diz que esperem em Jerusalém e promete: "... RECEBEREIS PODER, ao descer sobre vós o Espírito Santo" (At. 1:8). Isso representou uma transição na vida dos discípulos também (Jo. 7:39; 14:17; 16:7; At. 2:16). A promessa de Joel de que o Espírito Santo viria em plenitude da nova aliança se cumpriu (At. 2:16) assim que Jesus voltou ao céu e recebeu autoridade para derramar o Espírito Santo em nova plenitude e poder (At. 2:33).

Qual foi o resultado na vida dos discípulos? Esses crentes, que haviam tido na vida uma experiência da antiga aliança, menos poderosa, do Espírito Santo, receberam no dia de Pentecostes uma experiência mais poderosa com o Espírito Santo que passou a atuar na vida deles dentro da nova aliança. Receberam "poder" muito maior (At. 1:8), poder para viver a vida cristã e desempenhar o ministério cristão.
transição da experiência com o Espírito Santo na antiga aliança para a experiência com o Espírito Santo na nova aliança pode visualizada na figura abaixo:


Nesse diagrama, a área cinzenta mais estreita na parte de baixo da figura representa a obra menos poderosa do Espírito Santo na vida de indivíduos durante o antiga aliança. A área mais larga que começa no Pentecostes mostra a obra mais poderosa do Espírito Santo na vida das pessoas depois daquele dia. As áreas para a "ERA PRESENTE" e para a "ERA VINDOURA" se sobrepõem agora porque os poderes da era vindoura irromperam na presente era que é má, de modo que os cristãos vivem numa "SUPERPOSIÇÃO DE ERAS". As linhas que descem, antes do Pentecostes, indicam que na vida de Jesus a obra mais poderosa do Espírito Santo já se iniciara de um modo que antecipava (e até sobrepujava) o que viria no Pentecostes.

Esse poder da nova aliança deu aos discípulos maior eficiência em seu ministério (At. 1:8; Ef. 4:8,11-13), poder muito maior para a vitória sobre a influência do pecado na vida de todos os crentes (note em Rm. 6:11-14; 8:13,14, Gl. 2:20; Fp. 3:10 a ênfase no poder da ressurreição de Cristo que opera em nós) e poder para a vitória sobre Satanás e forças demoníacas que atacariam os crentes (2ª Co. 10:3,4; Ef. 1:19-21; 6:10-18; 1ª Jo. 4:4). Esse poder do Espírito Santo que pertence à nova aliança também resultou numa ampla e até então desconhecida distribuição de dons para o ministério a todos os crentes (At. 2:16-18; 1ª Co. 12:7,11; 1ª Pe. 4:10; cf. Nm. 11:17,24-29). Esse dons têm também implicações coletivas porque se pretendia que fossem usados não de maneira individualista, mas sim para a edificação coletiva do corpo de Cristo (1ª Co. 12:7; 14:12). Isso significava também que o evangelho não mais seria limitado efetivamente aos judeus, mas todas as raças e nações ouviriam a boa nova em poder e seriam unidos na igreja, para a glória de Deus (Ef. 2:11 - 3:10). O dia de Pentecostes foi sem dúvida um momento extraordinário de transição em toda a história da redenção registrada nas Escrituras. Foi um dia singular na história do mundo, porque naquele dia o Espírito Santo começou a atuar entre o povo de Deus com o poder da nova aliança.

Mas esse fato ajuda-nos a entender o que ocorreu aos discípulos no Pentecostes. Eles receberam essa nova e extraordinária capacitação do Espírito Santo PORQUE VIVIAM NA ÉPOCA DE TRANSIÇÃO ENTRE A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA ANTIGA ALIANÇA E A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA NOVA ALIANÇA. Embora aquela fosse uma "SEGUNDA EXPERIÊNCIA" com o Espírito Santo, que veio bem depois da conversão deles, não deve ser tomada como padrão para nós, pois não estamos vivendo numa época de transição da obra do Espírito Santo. Hoje não precisamos nos tornar primeiro crentes com uma obra mais fraca do Espírito Santo, própria da antiga aliança, em nosso coração e esperar até algum tempo mais tarde receber uma obra do Espírito Santo, pertencente à nova aliança. Antes, estamos na mesma posição daqueles que se tornaram cristãos na igreja de Corinto: QUANDO NOS TORNAMOS CRISTÃOS, SOMOS TODOS "EM UM SÓ ESPÍRITO ... BATIZADOS EM UM CORPO" (1ª Co. 12:13) - exatamente como os coríntios e como os novos crentes em muitas igrejas, que se converteram quando Paulo realizava suas viagens missionárias.

Para concluir esta parte, os discípulos com certeza experimentaram "um batismo no Espírito Santo" depois da conversão no dia de Pentecostes, mas isso ocorreu porque estavam vivendo num momento único na história, e, portanto, esse evento na vida deles não é um padrão que devemos procurar imitar.

Que devemos dizer sobre a frase "batismo no Espírito Santo"? É uma frase que os autores do Novo Testamento usam para falar sobre a vinda do poder do Espírito Santo da nova aliança. Isso ocorreu no Pentecostes com os discípulos, mas ocorreu no momento da conversão com os coríntios e também conosco. Não é uma frase que os autores do Novo Testamento teriam usado para falar de alguma experiência pós-conversão de capacitação pelo Espírito Santo.


FONTE:  Livro TEOLOGIA SISTEMÁTICA - Autor: WAYNE GRUDEM - páginas 637-642 - Edições Vida Nova.





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domingo, 3 de janeiro de 2010

BATISMO E PLENITUDE NO ESPÍRITO SANTO - Devemos buscar um "batismo no Espírito Santo" após a conversão? Que significa ser cheio do Espírito Santo? - PARTE 1


por WAYNE GRUDEM


Tradicionalmente, os livros de teologia sistemática não têm incluído um capítulo sobre o batismo no Espírito Santo nem sobre a plenitude do Espírito Santo como parte do estudo da "ordem de salvação", os passos através dos quais os benefícios da salvação se aplicam à nossa vida. Mas com a disseminação do pentecostalismo que se iniciou em 1901, com a influência bem ampla do movimento carismático nas décadas de 1960 e 1970 e com o notável crescimento das igrejas pentecostais e carismáticas pelo mundo inteiro desde 1970 até o presente, a questão de um "batismo no Espírito Santo" distinto da regeneração adquiriu maior proeminência. Cristãos de ambos os lados da questão concordam em que alguma espécie de segunda experiência aconteceu a muitas pessoas após a conversão delas, e por esse motivo uma questão muito importante é como entendemos essa experiência segundo a Bíblia e que categorias das Escrituras se aplicam de maneira mais adequada a ela.

EXPLICAÇÃO E BASE BÍBLICA


A CONCEPÇÃO PENTECOSTAL TRADICIONAL

O tema deste capítulo se tornou importante hoje porque muitos cristão dizem ter experimentado um "batismo no Espírito Santo" que veio depois que eles se converteram e trouxe grandes bênçãos para a vida deles. Alegam que a oração e o estudo da Bíblia se tornaram muito mais importantes e eficazes, que descobriram nova alegria na adoração, e muitas vezes dizem que receberam novos dons espirituais (em especial, e com mais freqüência, o dom de falar em línguas).

Essa posição pentecostal ou carismática tradicional é sustentada usando-se a Bíblia da seguinte maneira:

1) Os discípulos de Jesus eram crentes nascidos de novo muito antes do dia de Pentecostes, talvez durante a vida e ministério de Jesus, mas com certeza na hora em que Jesus, depois da ressurreição, "soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo" (Jo. 20:22).

2) Jesus no entanto ordenou a seus discípulos que "não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai" (At. 1:4), dizendo-lhes: "... sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias" (At. 1:5).  Ele lhes disse: "... recebereis poder ao descer sobre vós o Espirito Santo" (At. 1:8). Os discípulos obedeceram então à ordem de Jesus e esperaram em Jerusalém que o Espírito Santo viesse sobre eles de modo que recebessem nova capacitação para testemunho e ministério.

3) Quando os discípulos já haviam esperado 10 dias, chegou o dia de Pentecostes, línguas de fogo pousaram sobre eles, "todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem" (At. 2:4). Isso mostra claramente que eles receberam um batismo no (ou com o) Espírito Santo. Embora os discípulos nascidos de novo muitos antes do Pentecostes, nesse dia eles receberam um "batismo com o Espírito Santo" (At. 1:5 e 11:16 referem-se a esse evento dessa maneira), subsequente à conversão e que resultou em grande capacitação para o ministério e também no falar em línguas.

4) Os cristãos hoje, assim como os apóstolos, devem pedir a Jesus um "batismo no Espírito Santo" e, dessa forma, seguir o padrão da vida dos discípulos. Se recebermos esse batismo no Espírito Santo, isso resultará em muitos mais poder para o ministério em nossa vida, exatamente como aconteceu na vida dos discípulos, e também muitas vezes (ou sempre, de acordo com alguns professores) no falar em línguas.

5) Apoio para esse padrão - em que pessoas primeiro nascem de novo e mais tarde são batizadas no Espírito Santo - é visto em várias outras instâncias no livro de Atos. É visto, por exemplo, em Atos 8, onde os habitantes de Samaria primeiro se tornaram cristãos quando "deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo" (At. 8:12), mas só mais tarde receberam o Espírito Santo quando os apóstolos Pedro e João vieram de Jerusalém e oraram por eles (At. 8:14-17). Outro exemplo é encontrado em Atos 19, em que Paulo chegou a Éfeso e encontrou "alguns discípulos" (At. 19:1). Mas, "impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam" (At. 19:6).

Todos esses exemplos (At. 2, 8, às vezes 10 e 19) são citados pelos pentecostais para mostrar que um "batismo no Espírito Santo" posterior à conversão é um ocorrência normal para os cristãos do Novo Testamento. Portanto, arugmentam, se era norma para os cristãos em Atos ter essa segunda experiência algum tempo depois de conversão, não deveria ser normal também para nós hoje?

Podemos analisar essa questão do batismo no Espírito Santo fazendo 3 perguntas:

1) Que significa a frase "batismo no Espírito Santo" no Novo Testamento?
2) Como devemos entender as "segundas experiências" que sobrevieram aos crentes nascidos de novo no livro de Atos?
3) Existem outras expressões bíblicas, tais como "cheio do Espírito Santo", que sejam mais apropriadas para descrever uma capacitação com o Espírito Santo depois da conversão?


FONTE:  Livro TEOLOGIA SISTEMÁTICA - Autor: WAYNE GRUDEM - páginas 635-637 - Edições Vida Nova.
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