terça-feira, 5 de janeiro de 2010

BATISMO E PLENITUDE NO ESPÍRITO SANTO - Devemos buscar um "batismo no Espírito Santo" após a conversão? Que significa ser cheio do Espírito Santo? - PARTE 2



QUE SIGNIFICA "BATISMO NO ESPÍRITO SANTO" NO NOVO TESTAMENTO?
por WAYNE GRUDEM

Há apenas 7 passagens no Novo Testamento em que lemos sobre alguém batizado no Espírito Santo (as traduções citadas aqui usam a palavra COM em lugar de EM). Alistamos abaixo as 7 passagens.

Nos primeiros 4 versículos, João Batista fala de Jesus e prediz que ele batizaria pessoas NO (ou COM O) Espírito Santo:

MATEUS 3:11 - "Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aqueles que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo."

MARCOS 1:8 - "Eu vos tenho batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo."

LUCAS 3:16 - "Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo."

JOÃO 1:33 - "Aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo."

É difícil extrair alguma conclusão dessas 4 passagens com respeito ao que o batismo com o Espírito Santo realmente é. Descobrimos que Jesus é aquele que realizará esse batismo e ele batizará seus seguidores. Mas não é dada nenhuma outra especificação desse batismo.

As 2 passagens seguintes referem-se diretamente ao Pentecostes:

ATOS 1:5 (Aqui Jesus diz:) - "João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois desses dias."


ATOS 11:16 (Aqui Pedro refere-se às palavras de Jesus citadas no versículo anterior. Ele diz:) - "Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo."

Essas 2 passagens mostram-nos que seja qual for o nosso entendimento sobre o batismo no Espírito Santo, com certeza ele aconteceu no dia de Pentecostes tal como está registrado em Atos 2: o Espírito Santo caiu com grande poder sobre os discípulos e os que estavam juntos, eles falaram em outras línguas e cerca de 3.000 pessoas se converteram (At. 2:14).

É imporante observar que todos esses 6 versículos usam quase exatamente a mesma expressão em grego, tendo como únicas diferenças algumas variações na ordem das palavras ou no tempo dos verbos visando ajustar a frase, e com um exemplo trazendo a preposição subentendida ao invés de explícita.

A única referência que resta no Novo Testamento encontra-se nas epístolas de Paulo:

1ª CORÍNTIOS 12:13 - "Pois em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito: quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um único Espírito."

A questão agora é se 1ª Coríntios 12:13 se refere à mesma atividade aludida nesses 6 outros versículos. Em muitas traduções inglesas parece diferente, pois muitas delas equivalem à RSV, que diz: "Pois por um só Espírito todos nós fomos batizados em um corpo". Aqueles que sustentam o ponto de vista pentecostal do batismo no Espírito Santo depois conversão concluem rapidamente que esse versículo se refere a alguma outra coisa que não o batismo com o Espírito Santo, e com frequência enfatizam a diferença que surge das traduções inglesas. Em todos os outros 6 versículos, é Jesus quem batiza as pessoas, e o Espírito Santo é o "elemento" (paralelo à água no batismo físico) em que ou com que Jesus batiza. Mas aqui em 1ª Coríntios 12:13 (prossegue a explicação pentecostal) temos algo bem diferente - aqui a pessoa que batiza não é Jesus, mas o Espírito Santo. Portanto, dizem, 1ª Coríntios 12:13 não deve ser levado em consideração quando perguntamos o que o Novo Testamento quer dizer com "batismo no Espírito Santo".

Esse ponto é muito importante para a posição pentecostal, pois se admitirmos que 1ª Coríntios 12:13 se refere ao batismo no Espírito Santo, é muito difícil sustentar que ele é uma experiência que vem depois da conversão. Neste versículo Paulo diz que o batismo no / com / pelo Espírito Santo nos faz membros do corpo de Cristo - "em um só corpo todos nós fomos batizados em um único Espírito" (NVI). Mas se isso for realmente um "batismo no Espírito Santo", o mesmo evento a que se referem os outros 6 versículos anteriores, então Paulo está dizendo que ele aconteceu a todos os coríntios quando eles se tornaram membros do corpo de Cristo, isto é, quando eles se tornaram cristãos. Pois foi esse batismo que resultou no fato de eles se tornarem membros do corpo de Cristo, a igreja. Tal conclusão seria muito difícil para a posição pentecostal, que sustenta que o batismo no Espírito Santo é algo que ocorre depois da conversão, não ao mesmo tempo.

É possível sustentar a posição pentecostal segundo a qual os outros 6 versículos referem-se a batismo feito POR JESUS em que ele nos batiza no (ou com o) Espírito Santo, mas 1ª Coríntios 12:13 se refere a algo diferente, a um batismo PELO ESPÍRITO SANTO? Embora a distinção pareça fazer sentido para algumas traduções inglesas, ela não pode ser realmente sustentada por um exame do texto grego, pois ali a expressão é quase idêntica às expressões que temos visto nos outros 6 versículos. Paulo diz EN HENI PNEUMATI ... EBAPTISTHEMEN ("em um Espírito ... fomos batizados"). A não ser por uma pequena diferença (ele se refere a "um Espírito" em vez de dizer "o Espírito Santo"), todos os demais elementos são iguais: o verbo é BAPTIZO, e a frase preposicional contém as mesmas palavras (EN mais o substantivo no dativo PNEUMATI). Se traduzimos esse mesma expressão grega por "batizar NO Espírito Santo" (ou "batizar COM O Espírito Santo") nas outras 6 passagens do Novo Testamento em que a encontramos, então a única coisa apropriada é que traduzamos da mesma maneira na sétima passagem. E não importa como traduzamos, parece difícil negar que os primeiros leitores tenham entendido que essa frase se refere à mesma coisa que os outros 6 versículos, pois para eles as palavras eram as mesmas.

Mas por que as traduções inglesas modernas traduziram esse versículo "Por um só Espírito todos nós fomos batizados em um corpo", dando assim aparente apoio à interpretação pentecostal? Devemos observar primeiro que a NASB apresenta "EM" como tradução alternativa, e a NIV dá nas margens "COM" e "EM" como opções. A razão pela qual essas traduções têm escolhido a palavra "POR" é, aparentemente, o desejo de evitar a menção de dois locais para o batismo na mesma oração. A frase já diz que esse batismo é "EM UM CORPO" e talvez os tradutores tenham pensado que parece desajeitado dizer "EM um Espírito todos nós fomos batizados EM um corpo". Porém, isso não deve ser visto como uma grande dificuldade, pois Paulo diz, referindo-se a israelitas, "EM Moisés, todos eles foram batizados NA nuvem e NO mar" (1ª Co. 10:2 - NVI) - uma expressão paralela muito próxima em que a nuvem e o mar são os "elementos" que circundaram ou cobriram o povo de Israel e Moisés significa a nova vida de participação na aliança mosaica e na comunão do povo de Deus (guiado por Moisés) em que os israelitas se viam incluídos depois de terem passado pela nuvem e pelo mar. Não é que havia dois locais para o mesmo batismo, mas um era o elemento em que eles foram batizados, e o outro, o lugar em que se viram depois do batismo. Isso é muito semelhante a 1ª Coríntios 12:13: o Espírito Santo era o ELEMENTO em que eles foram batizados, e o corpo de Cristo, a igreja, era o LUGAR em que eles se achavam depois do batismo. Parece, portanto, apropriado concluir que 1ª Coríntios 12:13 também se refere ao batismo "NO" ou "COM O" Espírito Santo e designa a mesma coisa que os outros 6 versículos mencionados.

Mas isso traz uma implicação importante para nós: quer dizer que, pelo menos no que concerne ao apóstolo Paulo, o BATISMO NO ESPÍRITO SANTO OCORRIA NO MOMENTO DA CONVERSÃO. Ele diz que todos os coríntios foram batizados no Espírito Santo e, como resultado, tornaram-se membros do corpo de Cristo: "Pois, em um só Espírito, todos nos fomos batizados em um corpo" (1ª Co. 12:13). "BATISMO NO ESPÍRITO SANTO", portanto, deve-se referir à atividade do Espírito Santo no início da vida cristã quando ele nos dá nova vida espiritual (na regeneração), além de nos purificar e conceder um claro rompimento com o poder do pecado e o amor por ele (o estágio inicial da santificação). Nesse sentido, "batismo no Espírito Santo" refere-se a tudo aquilo que o Espírito Santo faz no início de nossa vida cristã. Mas isso significa que não pode designar uma experiência depois da conversão, como a interpretação pentecostal o considera.

Mas como, então, devemos entender as referências ao batismo no Espírito Santo em Atos 1:5 e 11:6, que se referem ao dia de Pentecostes? Não seriam elas exemplos em que os discípulos, tendo sido anteriormente regenerados pelo Espírito Santo, experimentaram agora uma nova capacitação do Espírito Santo que lhes dá poder para ministrar com eficiência?

É verdade que os discípulos eram "nascidos de novo" bem antes do Pentecostes, e na verdade bem antes de Jesus soprar sobre eles e dizer-lhes que recebessem o Espírito Santo em João 20:22. Jesus havia falado: "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer" (Jo. 6:44), e os discípulos com certeza tinham ido e seguido a Jesus (embora o entendimento deles quanto a quem Jesus era tenha aumentado gradualmente com o passar do tempo). Com certeza, quando Pedro disse a Jesus "tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt. 16:16), isso era evidência de alguma espécie de obra regeneradora do Espírito Santo em seu coração. Jesus lhe disse: "... não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus" (Mt. 16:17). E Jesus tinha dito ao Pai a respeito de seus discípulos: "... porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles a receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste ... protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura" (Jo. 17:8,12). Os discípulos às vezes padeciam de "pequena fé" (Mt. 8:26), mas pelo menos tinham fé! Certamente, foram regenerados bem antes do dia de Pentecostes.

Devemos, porém, entender que o dia de Pentecostes é muito mais que um evento específico na vida dos discipulos de Jesus e daqueles que estavam com eles. O dia de Pentecostes foi o ponto de transição entre a obra e ministério do Espírito Santo na antiga aliança e a obra e ministério do Espírito Santo na nova aliança. Obviamente, o Espírito Santo esteve agindo através de todo o Antigo Testamento, pairando por sobre as águas no primeiro dia da criação (Gn. 1:2), capacitando pessoas para o serviço a Deus, para liderança e profecia (Êx. 3:13; 35:31; Dt. 34:9; Jz. 14:6; 1ª Sm. 16:13; Sl. 51:11; etc.). Mas durante esse tempo a obra do Espírito Santo na vida de indivíduos era, em geral, realizada com menos poder.

Há vários indícios de uma obra "menos poderosa" e menos extensa do Espírito Santo na antiga aliança: o Espírito Santo veio só sobre poucas pessoas com poder expressivo para o ministério (Nm. 11:16,17, por exemplo), mas Moisés ansiava pelo dia em que o Espírito Santo seria derramado sobre todo o povo de Deus: "Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito!" (Nm. 11:29). A capacitação do Espírito Santo para ministérios especiais poderia ser perdida, como aconteceu na vida de Saul (1ª Sm. 16:14), e como Davi receou que poderia acontecer em sua própria vida (Sl. 51:11). Quanto ao poder espiritual na vida do povo de Deus, havia pouco poder sobre o domínio de Satanás, resultando em evangelização muito pouco eficaz das nações ao redor de Israel e nenhum exemplo de capacidade de expulsar demônios. A obra do Espírito Santo na antiga aliança era quase completamente limitada à nação de Israel, mas na nova aliança é criada uma nova "habitação de Deus" (Ef. 2:22), a igreja, que une gentios e judeus em um só corpo de Cristo.

Além disso, o povo de Deus do Antigo Testamento ansiava por uma era de "nova aliança" em que a obra do Espírito Santo seria muito mais poderosa e muito mais difundida (Nm. 11:29; Jr. 31:31-33; Ez. 36:26,27; Jl. 2:28,29).

Quando o Novo Testamento se abre, vemos João Batista como o último profeta do Antigo Testamento. Jesus disse: "... entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele ... todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir" (Mt. 11:11-14). João sabia que ele batizava com água, mas Jesus batizaria com o Espírito Santo (Lc. 3:16). João Batista, portanto, ainda vivia uma experiência de atuação do Espírito Santo própria da "antiga aliança".

Na vida de Jesus, vemos em ação pela primeira vez o poder do Espírito Santo da nova aliança. O Espírito Santo desceu sobre ele por ocasião do seu batismo (Lc. 3:21,22), e depois de sua tentação, Jesus, "NO PODER DO ESPÍRITO, regressou para a Galiléia" (Lc. 4:14). Começamos a ver então com que se parece esse poder do Espírito Santo na nova aliança, pois Jesus expulsa demônios com uma palavra, cura todos os que são levados a ele e ensina com autoridade que as pessoas nunca tinham visto (veja Lc. 4:16-44).

Os discípulos, entretanto, não recebem essa capacitação plena da nova aliança para o ministério antes do dia de Pentecostes, pois Jesus lhes diz que esperem em Jerusalém e promete: "... RECEBEREIS PODER, ao descer sobre vós o Espírito Santo" (At. 1:8). Isso representou uma transição na vida dos discípulos também (Jo. 7:39; 14:17; 16:7; At. 2:16). A promessa de Joel de que o Espírito Santo viria em plenitude da nova aliança se cumpriu (At. 2:16) assim que Jesus voltou ao céu e recebeu autoridade para derramar o Espírito Santo em nova plenitude e poder (At. 2:33).

Qual foi o resultado na vida dos discípulos? Esses crentes, que haviam tido na vida uma experiência da antiga aliança, menos poderosa, do Espírito Santo, receberam no dia de Pentecostes uma experiência mais poderosa com o Espírito Santo que passou a atuar na vida deles dentro da nova aliança. Receberam "poder" muito maior (At. 1:8), poder para viver a vida cristã e desempenhar o ministério cristão.
transição da experiência com o Espírito Santo na antiga aliança para a experiência com o Espírito Santo na nova aliança pode visualizada na figura abaixo:


Nesse diagrama, a área cinzenta mais estreita na parte de baixo da figura representa a obra menos poderosa do Espírito Santo na vida de indivíduos durante o antiga aliança. A área mais larga que começa no Pentecostes mostra a obra mais poderosa do Espírito Santo na vida das pessoas depois daquele dia. As áreas para a "ERA PRESENTE" e para a "ERA VINDOURA" se sobrepõem agora porque os poderes da era vindoura irromperam na presente era que é má, de modo que os cristãos vivem numa "SUPERPOSIÇÃO DE ERAS". As linhas que descem, antes do Pentecostes, indicam que na vida de Jesus a obra mais poderosa do Espírito Santo já se iniciara de um modo que antecipava (e até sobrepujava) o que viria no Pentecostes.

Esse poder da nova aliança deu aos discípulos maior eficiência em seu ministério (At. 1:8; Ef. 4:8,11-13), poder muito maior para a vitória sobre a influência do pecado na vida de todos os crentes (note em Rm. 6:11-14; 8:13,14, Gl. 2:20; Fp. 3:10 a ênfase no poder da ressurreição de Cristo que opera em nós) e poder para a vitória sobre Satanás e forças demoníacas que atacariam os crentes (2ª Co. 10:3,4; Ef. 1:19-21; 6:10-18; 1ª Jo. 4:4). Esse poder do Espírito Santo que pertence à nova aliança também resultou numa ampla e até então desconhecida distribuição de dons para o ministério a todos os crentes (At. 2:16-18; 1ª Co. 12:7,11; 1ª Pe. 4:10; cf. Nm. 11:17,24-29). Esse dons têm também implicações coletivas porque se pretendia que fossem usados não de maneira individualista, mas sim para a edificação coletiva do corpo de Cristo (1ª Co. 12:7; 14:12). Isso significava também que o evangelho não mais seria limitado efetivamente aos judeus, mas todas as raças e nações ouviriam a boa nova em poder e seriam unidos na igreja, para a glória de Deus (Ef. 2:11 - 3:10). O dia de Pentecostes foi sem dúvida um momento extraordinário de transição em toda a história da redenção registrada nas Escrituras. Foi um dia singular na história do mundo, porque naquele dia o Espírito Santo começou a atuar entre o povo de Deus com o poder da nova aliança.

Mas esse fato ajuda-nos a entender o que ocorreu aos discípulos no Pentecostes. Eles receberam essa nova e extraordinária capacitação do Espírito Santo PORQUE VIVIAM NA ÉPOCA DE TRANSIÇÃO ENTRE A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA ANTIGA ALIANÇA E A OBRA DO ESPÍRITO SANTO NA NOVA ALIANÇA. Embora aquela fosse uma "SEGUNDA EXPERIÊNCIA" com o Espírito Santo, que veio bem depois da conversão deles, não deve ser tomada como padrão para nós, pois não estamos vivendo numa época de transição da obra do Espírito Santo. Hoje não precisamos nos tornar primeiro crentes com uma obra mais fraca do Espírito Santo, própria da antiga aliança, em nosso coração e esperar até algum tempo mais tarde receber uma obra do Espírito Santo, pertencente à nova aliança. Antes, estamos na mesma posição daqueles que se tornaram cristãos na igreja de Corinto: QUANDO NOS TORNAMOS CRISTÃOS, SOMOS TODOS "EM UM SÓ ESPÍRITO ... BATIZADOS EM UM CORPO" (1ª Co. 12:13) - exatamente como os coríntios e como os novos crentes em muitas igrejas, que se converteram quando Paulo realizava suas viagens missionárias.

Para concluir esta parte, os discípulos com certeza experimentaram "um batismo no Espírito Santo" depois da conversão no dia de Pentecostes, mas isso ocorreu porque estavam vivendo num momento único na história, e, portanto, esse evento na vida deles não é um padrão que devemos procurar imitar.

Que devemos dizer sobre a frase "batismo no Espírito Santo"? É uma frase que os autores do Novo Testamento usam para falar sobre a vinda do poder do Espírito Santo da nova aliança. Isso ocorreu no Pentecostes com os discípulos, mas ocorreu no momento da conversão com os coríntios e também conosco. Não é uma frase que os autores do Novo Testamento teriam usado para falar de alguma experiência pós-conversão de capacitação pelo Espírito Santo.


FONTE:  Livro TEOLOGIA SISTEMÁTICA - Autor: WAYNE GRUDEM - páginas 637-642 - Edições Vida Nova.





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