quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ESPÍRITO DE RELIGIOSIDADE - PARTE 3



Este espírito maligno produz nos corações dos crentes várias atitudes contra Deus, principalmente as seguintes:

1)      AUTO-JUSTIFICAÇÃO
    Faz com que, ao invés de admitirmos nossa religiosidade, justifiquemos diante dos outros as ações que estamos tendo. Pessoas assim afirmam: “Não olhem para mim, gente, olhem para Cristo!” Paulo disse para os crentes de Corinto serem imitadores dele (1ª Co. 4:16; 11:1;  Fp. 3:17). “Não estamos punindo o pecado porque ... você sabe, né, este irmão é de muita influência na igreja!” “Eu preciso mudar, mas você sabe como que é, né? Não sei se realmente quero mudar!” etc., etc., etc. Uma boa ilustração bíblica disto foi o fariseu diante do publicano (Lc. 18:10-14).

2)      MISTICISMO
Crentes que dão extrema importância às coisas sobrenaturais (Mt. 7:22,23). É necessário vivermos o sobrenatural de Deus em nossas vidas, e até buscarmos mais, mas também devemos ser racionais, como o Senhor espera de nós, sóbrios.

3)      SECULARISMO
São crentes críticos que não acreditam em nada do que é espiritual ou sobrenatural. São frios, céticos, incrédulos, e desprezam as experiências espirituais de outros. Tudo querem ver com todos os pingos e “is” na Bíblia. Afirmam: “Onde tem isso na Bíblia?” Claro que devemos respaldar nossa fé e prática na Palavra do Senhor, mas há muita coisa que seguimos que não está explicitamente escrito na Bíblia, mas se baseiam em princípios contidos na mesma.



COMO SABER SE EU ESTOU INFLUENCIADO OU ATÉ DOMINADO POR ESTE ESPÍRITO MALIGNO?

Como vimos, na definição bíblica sobre “espírito”, o espírito de religiosidade (demônio) atua sobre os crentes a fim de fazer com que seus espíritos se tornem religiosos, ou seja, em um estado permanente de religiosidade. Como ele sabe que não vai conseguir nos separar de Cristo, ele tentará de tudo para fazer com que não vivamos a vida de Cristo em sua plenitude (João 10:10) no resto dos dias que nos faltam. O maior prazer deste espírito é convencer crentes de que estão realmente vivendo tudo o que Deus tem para eles.

E como saber se você está sendo influenciado ou até já está dominado por este espírito?

Os sintomas principais de que nosso espírito já se tornou religioso são:

1)      Quando achamos que somos cumpridores dos nossos deveres religiosos
     Quantas vezes pensamos: “Ah, eu vou três vezes por semana à igreja, dou o meu dízimo sem falhar, canto os hinos, leio minha Bíblia, faço minhas orações ...” Se você está acomodado com estes pensamentos é porque você já se tornou um religioso, e já está dominado pelo espírito da religiosidade há muito tempo. Para você não importa se a pregação na Igreja está transformando sua vida, o importante é apenas ouvir o pastor pregar, não importa se está cantando hinos e sendo alimentado pelo Espírito de Deus, o que importa para você é apenas cantar, mecanicamente, isto é religião.

2)      Quando achamos que só orar, ler a Bíblia e jejuar são os únicos caminhos que agradam a Deus
    Certamente, tudo isto é essencial, mas quando isto se torna o apoio espiritual das nossas vidas, já nos tornamos religiosos. O objetivo de Deus e a vida abundante de Cristo para nós não consiste em seguir disciplinas espirituais, mas consiste em ter um relacionamento constante com Deus, vivendo o Seu amor em nós e ouvindo constantemente Sua voz em nossos corações. Disciplinas espirituais são essenciais, mas não são substitutos para o relacionamento com Deus. Quando pensamos que relacionar-se com Deus é somente fazer estas coisas, estamos vivendo uma religião.

3)      Quando achamos que só existe uma forma litúrgica de adorar a Deus
     Muitos crentes pensam que somente sua forma litúrgica é que agrada a Deus, a forma de adorar de outros irmãos é antibíblica, dizem eles. Irmão, que te dizer que nem a sua liturgia e nem a do outro irmão adoram a Deus se, de fato, vocês estão confiando nela para chegar-se a Deus. Isto é religião! Para chegarmos a Deus não é através de uma liturgia e sim através de um relacionamento autêntico com Ele!

4)      Quando tudo o que você faz na Igreja é um substituto do relacionamento com Deus
     Existem muitos crentes, líderes, diáconos, pastores, dirigentes de congregação que são puramente religiosos. Ninguém ou poucos percebem que eles já se tornaram religiosos, nem eles mesmos percebem. São religiosos porque confiam em seus títulos, em suas obras, no quanto sua igreja conquistou, quantas congregações fundou, quantos ministérios a igreja tem, quantos anos estão naquela igreja, quantos aconselhamentos dão, quantos demônios expulsam, quantos cargos tem, o quanto bonito cantam ou lideram, quantas funções tem, o quanto se afastam do mundanismo, quanto “santos” são, quanto tempo gastam orando e lendo a Bíblia, quanta eficácia possuem naquilo que fazem, quantas vezes estão na igreja semanalmente, o quanto são referência para outros, o quanto se justificam diante dos outros através de suas ações, o quanto machucam outros, mas sentem-se bons, etc., etc., e etc. Isto tudo é RELIGIÃO! A vida abundante em Cristo é ser alimentado por Ele, ouvir a Sua voz diariamente, sentir o Seu amor atuando em nossas vidas, e sermos inteiramente dependentes dEle. A vida cristã não é EU vivendo para Deus, mas sim CRISTO VIVENDO EM MIM! Sabe porque muitos crentes não vivem mais para Deus, não vencem mais seus sentimentos e problemas, decidem-se num apelo e noutro dia voltam aos seus pecados, é porque estão vivendo a vida cristã na força de sua carne, não estão deixando Cristo viverem nelas. VIDA CRISTÃ, REPITO, É CRISTO VIVENDO EM NÓS (Gálatas 2:20).


Continua ...


PR. ANDERSON SERAPHIM
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